terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Término do Projeto de Escrita Criativa

 Olá, povo que lê!!!

TERMINAMOS!!! 

Uhuuuu!!! Foram postagens desde com desafios. Foi fácil? Não, não foi! Mas foi bom? Não, não foi bom, foi ótimo!  E eu e a Leila vamos falar aqui, logo abaixo, como foi esse projeto para nós e qual a importância da escrita, depois dessa experiência, em nossas vidas.



Fabi

Que ano, minha gente!!! 

As pessoas, num geral, dizem que foi um ano ruim devido a pandemia; eu, particularmente, não tenho do que reclamar: Primeiramente por estar saudável, segundo por estar mais próxima a minha família  e terceiro, mas não menos importante, escrevi muito, escrevi pra arrebentar, escrevi pra valer. E uma das ferramentas que me ajudou muito a fazer isso foi esse Desafio de Escrita Criativa que eu e a Leila resolvemos fazer. 

Os desafios eram semanais e os temas super diversos, isso me levou a dois problemas:

1. Sair da minha zona de conforto de escrita: muitas vezes tive que pesquisar muito não só o gênero, mas o tema para a escrita. Aprendi por conta a minha própria técnica de escrita, por isso, agora, para mim é normal pensar no tema, pesquisar e anotar as pesquisas, rascunhar um esqueleto do enredo, geralmente em tópicos, do local e dos personagens e assim montar um Frankstein de texto por inicial, para depois ir construindo o texto final usando a estilística e a estrutura de cada gênero. 

2. Organizar uma rotina de escrita: no começo foi uma loucura! Eu ia tentar escrever na véspera e ficava em pânico. Pensei, por muitas vezes, até em desistir, pois não dava conta. Mas então resolvi me organizar e tentar criar uma rotina de escrita. Coloquei todos os temas na agenda, programei o calendário de escrita e tentava sempre já ter o texto pronto com uma semana de antecedência e para isso me obriguei a ter um horário fixo de escrita/pesquisa ao menos três vezes na semana (na verdade eu e a Leila nos propusemos a isso: dia tal, hora tal, nós duas nos conectávamos para escrevermos, cada qual seu próprio texto, uma dava força pra outra). Tenho que admitir que a correria do dia a dia e os afazeres paralelos muitas vezes me tiraram o foco e por isso que os posts saíam mega atrasados. Escrever ainda não põe pão na mesa aqui em casa, então tenho que correr por fora e, se não me programo, a escrita realmente sempre fica para segundo plano.

Enfim, os desafios me levaram a um novo patamar de escrita, tanto é que a empolgação foi tanta, que publiquei meu primeiro e queridíssimo Causos de Açúcar (finalmente consegui terminá-lo) e no fim do ano também publiquei 3 contos na coletânea Magia de Natal (ambos podem ser comprados comigo, vai com autógrafo  dedicatória! Uhuuu!!!). Além disso, os desafios de escrita criativa me despertaram para iniciar meu primeiro romance "Lucy" (já tem dois trechos dele aqui no blog) e desenvolver outro projeto de contos aqui, o qual apresentarei semana que vem (vocês não podem perder, vai ser mega legal!).

E pra finalizar, o Desafio de Escrita Criativa só me fez confirmar duas coisas:

1. A escrita me tira dos meus problemas, me leva a uma outra esfera, faz com que eu tire de mim o que tenho de oferecer de melhor ao outro. Escrever pra mim é doído, mas quando termino, me dá a melhor sensação do mundo, não tem como não comparar com o parto: é aquela dificuldade, por nove meses, no momento então, uma dor que parece q vai morrer, que não vai dar certo, mas quando nasce, é uma emoção sem igual, você quer gritar pro mundo que nasceu e quer que todos admirem tanto quanto você admira. Meus textos são pequenos filhotes de mim.

2. Tudo que sei é que nada sei, já diria o filósofo. Quando você pensa que está apto, pronto, você é desafiado a pesquisar e estudar mais, porém uma coisa é certa, quanto mais a gente treina, mais preparado para escrever está,  portanto nada de ficar esperando a inspiração chegar. O negócio é sentar a bunda na cadeira e rachar a cabeça na frente do computados até sair o texto, sem procrastinar.

Pra terminar, queria muuuito agradecer à Leila que super me apoiou nessa jornada e que não desistiu, aliás, Leiloca, tenho muito orgulho de você, seus textos evoluíram demais e você é extremamente talentosa. Vejo um futuro literário brilhante à sua frente.

E claro, quero agradecer imensamente a todos os meus leitores que estiveram presentes por aqui, lendo, apoiando, comentando. Sem vocês, nada disso faz sentido! Aliás, qual dos textos do Desafio de Escrita Criativa vocês mais gostaram? E fiquem de olho que semana que vem tem desafio novo por aí!

Leila

O que te faz evoluir?

Quando comecei esse projeto com a Fabi não criei muitas expectativas de terminar, pelo menos logo. Estava com muitos planos que com certeza não me deixariam com tempo livre para escrever, janeiro e fevereiro foram cumpridos com êxito, nesses dois primeiros meses de 2020 eu participei de alguns projetos muito legais mas ainda estava encaminhando e fazendo acontecer meus planos que não tinham nada a ver com a escrita.

Resultando: Algumas decepções, planos embaralhados e uma pandemia. A única coisa que estava indo bem era o que eu tinha colocado menos fé, o desafio de escrita.

Presa dentro de casa e sem prazo para nada. A minha criatividade ganhou um lugar que ela nunca tinha ganhado, não só para a escrita mas também outras artes que sempre fui apaixonada. 

Desde a faculdade eu não pesquisava tanto como foi em 2020, era uma palavra nova e descobertas novas a cada texto. Era tantas abas abertas no momento de escrita e se alguém passava na minha frente querendo conversar nesses momentos eu logo soltava um "Shhh! Eu estou escrevendo!". Agora entendo bem quando os autores agradecem a compreensão dos familiares. Até o vírus me visitou e ficou comigo por 15 dias, mesmo com falta de ar, dor, sem sentidos e outras coisa mais, eu escrevi.

Eu agradeço a minha amiga Fabiana que foi um apoio excepcional nessa caminhada, uma mulher que admiro muito e pude acompanhar sua odisseia 2020 mesmo longe, pelo WhatsApp e Stories. Aprendi muito com você Fabi!

Aos leitores do blog, adorei receber comentários e mensagens de todos vocês, é por amor que estamos aqui e ficamos felizes a cada palavra que nos mandam. Espero vocês em todos os posts de 2021.

Eu me surpreendi olhando até onde cheguei e que bagagem eu trouxe comigo para 2021. Foram muitos problemas que 2020 trouxe ao mundo, mas o ser humano percebeu o quanto somos frágeis e que não tem lugar no mundo que se possa fugir, temos que encarar as situações difíceis de frente e com sabedoria.

A escrita é evolução, me mostrou até aonde eu consigo ir. Como evolui nesse 2020 apesar de escrever há tempos, minha maior conquista foi a escrita.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Desafio de escrita criativa - Tudo tem seu preço - por Leila Jacob

Caro leitor,
Antes de dormir alguém já lhe contou uma historia cheia de reviravoltas e principalmente magia? Duvido muito que você não tenha um conto de fadas preferido. Eu por exemplo adorava assistir filmes da Disney quando era pequena ( Até hoje eu assisto gente, adoro!), tudo bem que era tudo muito maquiado para não revelar as atrocidades que os irmãos Grimm amavam descrever, quando cresci e li os contos originais fiquei ainda mais apaixonada, principalmente pelas morais que eles deixavam no fim da historia. Hoje é dia de reescrever um conto de fadas, estou empolgada em escrever sobre esse personagem icônico dos contos de fadas, as princesas que me perdoem.



"Era uma vez um vilarejo muito pacato, havia poucos moradores e todos sobreviviam com o pouco que produziam, suas casas eram fortes e bem construídas e havia uma primavera constante por aquele local. Havia então perto desse vilarejo uma montanha rochosa onde vivia duende muito esperto que aparecia de vez em quando para perturbar os moradores. Todos ali sabiam que o duende possuía poderes fortes e que fazia ouro, mas sabiam também que em tudo isso havia uma certa maldição. Então rejeitado pelos moradores o duende pregava peças em quem se deixava enganar. Um dia após o outro o vilarejo perdia seus moradores que iam ganhar a vida nas grandes cidades, até que não sobrou nenhum, só o duende, um guardião solitário."



- Tem certeza que é por aqui?

Indaga o amigo preocupado com a localização que estavam, Mike o olhou e riu da preocupação de Renan.
 
- Claro que sim, acha que vou esquecer do lugar onde eu passei os melhores momentos da minha vida! 

Estavam no carro indo visitar o local onde o avô de Mike viveu em sua juventude, depois de anos já casado e com netos o avô ainda levava os netos para explorar o local e contar histórias mágicas sobre o pequeno vilarejo. Quando criança Mike ficava encantado com as casinhas feitas de tijolos brancos, flores silvestres e insetos diferentes que rondavam o antigo vilarejo abandonado. No lugar havia muitas variedades de plantas, lugar que segundo certos mineiros já se encontrou ouro, mas quem achou sumiu do mapa.
O avô dizia que era o hábitat das fadas, o velho senhor morreu logo que o menino se tornou adolescente desde então nunca mais Mike tinha vindo visitar o local.

Quando avistou o morro rochoso Mike sabia que estava no lugar certo, era ali atrás do morro onde viveu as maiores aventuras de sua infância com seus primos. Ao fazer a curva no morro viu as casinhas de tijolos brancos, não estavam desgastadas pelo tempo, e isso era incrível pois como poderia estar em perfeito estado?
Os dois rapazes saíram do carro e foram ao encontro da grama verdejante que havia naquele lugar, Renan ficou admirado com a vista.

- Cara parece o cenário de um filme, muito bonito, se eu soubesse teria trazido minha mulher ela iria amar.

- Te falei que era diferente, eu só não sabia que estava tão bem conservado assim, acho que a cidade ao lado sempre vem cuidar, olha até eu traria uma mulher aqui se tivesse uma.

De repente surgiu um homenzinho no meio do mato, ele era pequeno quase como um menino, mas as feições de um homem maduro, com roupas sujas e antigas e um cabelo oleoso amarrado. Os rapazes sentiram um arrepio com a chegada desse pequeno homem, que parecia um duende de jardim no meio de tanta grama.

- Parece que ouvir alguém dizer a palavra "mulher" há tempos não vejo uma, cadê essa tal mulher que vocês falam?

Percebendo a cara de espanto dos amigos, o homenzinho riu, uma risada fina e estridente, caindo na grama de pernas para cima, com ares de peraltice como uma criança. Até que se recompôs. E foi se achegando mais perto dos rapazes para analisa-los.

- Vejo que não tem mulher nenhuma por aqui, só vim perder meu tempo, e vocês não sabem falar?

Até que Mike tomou coragem e respondeu:

- Claro que não tem mulher alguma, só viemos aqui para visitar o vilarejo que meu falecido avô cresceu, é o senhor que cuida de tudo por aqui?

- Óbvio que sou eu, sabes posso te dizer que cuido de muitos outros pelo mundo - afirmou o homenzinho com soberba - Mas me diz como era o nome desse tal avô?

- Não sei se conto ao senhor eu mal te conheço...

- Me dizes o nome e realizo o desejo que quiser!!! - Afirmou com convicção.

Mike concluiu que esse homem era um lunático, com certeza morava por aqui pra não ter que viver com sua loucura em sociedade, deu uma risada para Renan chamando o amigo para entrar na onda. Renan então começou as brincadeiras:

- Se o senhor pode realizar qualquer desejo, por que não traz uma mulher para viver com você?

- Ah não não, elas falam demais, eu já dou conta de toda falácia daqui.

- Então meu desejo é ser muito rico, e um bônus de todas as mulheres serem muito apaixonadas por mim. - pediu Mike achando graça de toda a conversa.

- Qual o nome e sobrenome de seu avô? Quero os dois pelo bônus! - Botou as pequenas mãos em forma de concha no ouvido e se virou para Mike.

- Esta bem vamos lá, Euclides Guerreiro!!! - Gritou o rapaz em plenos pulmões no ouvido do pequeno homem, Renan se rachava de ri.

- Aquele idiota? Ah fala sério, que perca de tempo! Seu desejo é uma ordem mas saiba que todo desejo tem seu preço!

Tudo escureceu e os rapazes ficaram cegos por uma neblina negra que consumia todo o lugar, ouviram o pequeno homem a cantar:

"Hoje eu frito, amanhã eu frito!
Depois de amanhã eu frito!
Coisa boa é ninguém que eu frito
Que o meu nome é Rumpelstiltskin"


Quando a neblina se dissipou o lugar que habitava o lindo vilarejo estava em cacos, abandonado e destruído. Espantados os rapazes correram para o carro.

- Mike o que aconteceu ali? Você deve saber já que vinha sempre aqui! O vilarejo se transformou de um lugar bonito para abandonado!

- Não sei...eu...

Mike olhou para trás e viu diversas peças de ouro no assento traseiro do carro, era muito ouro.

-Renan olha! O homem é um mágico mesmo, me trouxe ouro!

Os dois amigos passaram do espanto para a felicidade. Ligando o carro Mike foi para a cidade mais próxima buscar informações sobre o pequeno vilarejo.
Ao chegar na delegacia o moço contou a história para os policiais que ouviram com atenção.

- Hum, ouro né? Podemos ver o ouro que o pequeno homem te deu?

- Claro! Venham até meu carro!

Ao abrir a porta do carro saiu um enorme volume de folhas secas, Mike percebendo a confusão abriu caminho entre as folhas percebeu que não tinha ouro nenhum ali.

-Eu juro seu guarda meu amigo tinha ouro nesse carro - afirmou Renan.

- Ah nos poupe tempo, quanta palhaçada, quero que os dois deixem a cidade o quanto antes ou prendo vocês aqui na cela. Vocês não são os primeiros a serem enganados por aquelas bandas, isso que dar perguntar os guardiões da floresta.

Mike confuso e sem reação saiu andando sem direção pela pequena cidade quando se deu por conta viu todas as mulheres que passavam o admiravam e vinham em sua direção. Foi aí que ele lembrou que tudo tem um preço.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Desafio de escrita criativa "Diário de um botânico" - por Fabi Sanchez

 Olá, povo que lê!!

Estamos na reta final dos nossos desafios de escrita criativa, heim pessoal?! Fique de olho no blog porque já tem outros projetos bem legais no forno que virão logo após deste, não percam!

Mas enfim, o desafio desta semana é um tema que eu adoro: Contos de fadas! A ideia é reescrever um dos contos tradicionais, não sei se vocês se lembram, mas em julho de 2015 eu escrevi um texto baseado no conto "A princesa e o sapo" que se chama O sapo . Mas sejamos originais e vamos revisitar outra famosa história maravilhosa com uma roupagem bem diferente da original, espero que gostem.


imagem tirada de http://helenaconectada.blogspot.com/2012/11/diario-intimo.html em 27/10/2020


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Desafio de escrita criativa - Ser normal - por Leila Jacob

Caro leitor,

Eu posso dizer com toda certeza que sou uma pessoa sonhadora, sonho dormindo, sonho acordada e sonho umas coisas inacreditáveis. Fabi bem sabe dos sonhos loucos que tenho, quando fica martelando a ideia na minha cabeça conto pra ela. A crônica que escrevi no post O sonho crônico por exemplo foi um sonho, o texto Passos escuros também veio de um sonho. Então, jovem escritor, não tenha medo de expor sua ideias e sonhos, eles dão um bom enredo.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Como viver sem natal? - por Cris Oliveira

Não espere encontrar neste artigo uma lista de “how to” para deixar o natal passar em branco. 
A ideia não é essa.
Então, porque este título?
Bem, entendo que há pessoas que não festejam ou não apreciam a data por muitas questões.

Eu mesma passei alguns anos da minha vida não fazendo questão de dar muita atenção à data por causa de perdas de membros familiares que sempre faziam do Natal um acontecimento espetacular.
Eu me lembro que, quando criança, sempre saia com meus avós, minha mãe e minha tia para ver as decorações e as luzes de Natal na cidade interiorana onde meus avós viviam.
Este era o maior acontecimento durante muitos anos para uma garotinha que se deu conta da magia do Natal aos 5 anos.
Eu colocava sapato na janela, ouvia um famoso disco de natal assim que entrava o mês de Dezembro e esperava pelo quitute mais desejado da época: o panetone!
Tudo isso criava aquele clima de esperança e alegria na família.
Dia 24 de Dezembro era o dia que eu podia varar a noite acordada, esperando pelo papai Noel e vendo filmes e desenhos clássicos para a época festiva.
Então, como viver sem tudo isso, sem essa magia?
Entra ano e sai ano, já sabemos como será, ou, pelo menos, assim pensamos que sabemos. 
Tira a árvore da caixa, pega os enfeites, o pisca-pisca, o cordão de luz da faixada da casa, manda cartões, sejam eles físicos ou virtuais, manda mensagem com gif, faz vídeos, tira fotos, assa o pernil, compra a sidra, o panetone, revê fotos dos natais anteriores, relembra os que já se foram, celebra os que vieram, tira sarro do primo que pintou o cabelo de cor bizarra, faz piada, joga cartas, come, bebe, dança, dá gargalhadas, chora... 
E eis o Natal...
Mesmo que você não tenha todos esses elementos reunidos no teu natal, ao menos, um deles aparece todo ano.
Então, é praticamente impossível viver sem natal!

Este ano que está chegando ao fim é um ano que ficará na história: pandemia, recomendações de distanciamento, protocolos bizarros e uma tentativa de nos tirar uma das festas mais lindas do mundo. 
Ilumine-se! 

Comemore o nascimento do filho do criador que nos permite estarmos em vida para fazermos o nosso melhor!
Eu desejo que o seu Natal seja iluminado, cheiroso, gostoso e com muitas memórias por vir.
Que a gente continue sonhando e realizando! 
Feliz Natal!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Leituras de Outubro de 2020 e mais

Olá, leitores. Como estão?

O mês de outubro parece que pegou carona na vassoura das bruxas e passou voando, ou é impressão minha? 


Pois é, o mês se foi e fiz apenas uma leitura. Mês passado comentei com vocês sobre a minha ressaca literária. Veja AQUI 

E agora no mês do Halloween não foi diferente.

Me programei para ler um livro do Stephen King (ao menos um livro de terror, ne?!) iniciei "Janela Secreta" mas ainda falta mais da metade para concluir.

Peguei também um romance chamado Da Magia a Sedução - que teve uns toques aterrorizantes - mas também não terminei.

Acabei ficando somente com a leitura de "O Clube do Biscoito".

E no que ocupei todo o resto do tempo de leituras? Bom, eu já conto pra vocês mas primeiro vou falar um pouco sobre o livro lido




"O Clube do Biscoito"

Autora Ann Pearlman

291 pgs

Editora Bertrand Brasil

Quem me conhece sabe que adoro livros que tenham no título a palavra "clube". Já li "Clube do Tricô", "O Clube do Livro", Clube das Chocólatras...e se no título também tiver menção a alguma comida, pode ter certeza que lerei sem nem pensar duas vezes. Acho que a junção de livros sobre a amizade e comida geram uma sensação de conforto.

O Clube do Biscoito foi emprestado pela Fabi, nossa colunista, que também adora esse estilo de leitura.

E do que se trata a estória?

Marnie, a personagem principal, cria "O Clube do Biscoito". Um evento anual que reune suas amigas de longa data em sua casa para fazerem o que mais gostam: conversar sobre o ano que passou e trocar receitas.

Uma das receitas. Cada capitulo se inicia com a receita de uma personagem

As escolhidas tem que seguir algumas regras como nunca faltar a um encontro, nunca deixar de levar a quantidade ideal de guloseimas, pois uma parte é doada à casa de caridade local, entre outras.

E o interessante é que a estória e suas personagens são fictícias mas foi inspirado em um clube do biscoito real idealizado pela autora. Que delícia, não?!

A estória se passa em apenas um dia, e durante esse evento conheceremos um pouco de cada mulher, suas dores, suas alegrias, decepções e traições...afinal, quando se juntam muitas mulheres, sempre dá algum tipo de arranca rabo...

Brincadeiras a parte, é um livro gostoso, sem trocadilhos, e a cada capitulo temos uma receita e uma curiosidade sobre algum ingrediente basico da confeitaria, como o açúcar, a baunilha e as tâmaras. (Alguém mais aí gosta desse fruto ou sou só eu?)


Uma alternativa diferente para o chocolate de sempre
Uma forma diferente de apreciar chocolate

É um livro despretensioso, ideal para papear com as amigas tomando um belo chá. E ótimo para ser lido agora nas festas de fim de ano já que a estória se passa em dezembro. 

E ainda no foco da amizade...a explicação do porque estar tão afastada dos livros.

Apesar de estarmos no seculo 21, voltei a escrever cartas e descobri nesse hobby, uma forma de relaxar e principalmente, estreitar os laços de amizade.

Descobri que enviar uma cartinha cheia de carinho para as pessoas queridas me deixa muito mas muito feliz mesmo. 

Uma carta cheia de amor saindo
 

Nesse mundo tão corrido em que ninguém tem tempo pra nada - muito menos para o seu próximo - trocar cartas é se doar um pouquinho ao outro.

Acabei me dedicando tanto ao mundo da escrita que deixei os livros de lado. Mas acho até que foi uma troca valiosa.

Mas não vou me estender muito nesse assunto porque em breve sairá uma postagem especial sobre o Pen Pal, o nome "oficial" da troca de cartas entre amigos. Aguardem.

Até a proxima

Lu

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Desafio de escrita "A chave da neblina" - por Fabi Sanchez

 Ola, povo que lê!


O tema desta semana é: Escreva uma história baseada em algum sonho que teve

Este tema está sendo bem polêmico para mim, pois quando escrevemos, geralmente pesquisamos sobre o tema, mas como pesquisar sobre seus próprios sonhos? Busquei pela memória e conversei com meu filho e marido, ouvindo seus sonhos, mas, quem me ajudou mesmo a lembrar do sonho que me marcou profundamente, foi a Leila. Obrigada, Leiloca! E partindo dele, me baseei para escrever um sonho mais amplo e que atinge algumas mulheres. Não sei se ele também irá te atingir, mas espero que ao menos toque em seu mundo onírico.








quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa: Fatos reais - por Leila Jacob

Caro leitor,
Apesar de ser uma cinéfila convicta, eu não sou fã de filmes com heróis. Acho uma chatice e coisa de menino...mas lembro de assistir Smallville nas manhãs de domingo no SBT, naquela época não havia internet, tv a cabo ou outro entretenimento aqui em casa, então assistia as aventuras do super boy.
Lembro também do super shock que passava nas tardes depois de chegar da escola, até era legal.
Hoje veremos se tenho habilidade criando um super-herói?


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa "Atlânticus" - por Fabi Sanchez

 Olá, povo que lê!


Pra você que está chegando agora, eu e a Leila estamos fazendo vários desafios de escrita desde 27 de janeiro deste ano, tanto que o primeiro post sobre este projeto é o de A vidraça de minha infância. Se você ainda não viu os posts anteriores, vale a pena dar uma olhadinha, pois foram textos bem divertidos de produzir. 

Mas agora, estamos quase na reta final deste projeto, chegando aos últimos temas e, o tema desta semana é: um super-herói. 

Vou ser bem sincera, estava bem desmotivada para escrever este tema, pois não gosto do mundo Marvel ou DC, acho extremamente chato, mas, ao escolher um mundo marítimo, inpirado no Aquaman, que é um dos poucos heróis que gosto, me surpreendi, e mais do que isso, me empolguei, vamos ver o que vem por aí


https://rpg-rise-of-the-titans.fandom.com/pt-br/wiki/Oceano


imagem retirada de https://rpg-rise-of-the-titans.fandom.com/pt-br/wiki/Oceano em 19/10/20120

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa - "Fabi Sanchez" - por Leila Jacob

 Caro leitor,

Estou muito empolgada com o desafio da semana, pois me mostrou outras nuances da escrita. Colher dados de uma pessoa pode ser bem fácil se ela estiver a sua disposição, imagine então se essa pessoa for falecida ou viveu em outra época, com certeza o trabalho dobra.

O tema da  semana é: Escreva a biografia de alguém que você admira. 

Eu que não sou boba nem nada, escolhi alguém que além de admirar muito estava de fácil acesso para minha pesquisa de dados sobre ela, nossa querida CEO do L&L, a Fabi Sanchez. Vamos conhecer mais dessa pessoa talentosa.


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa "Leila Jacob" - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!

Esta semana é a semana do desafio biográfico e por esta razão decidimos escrever uma sobre a outra para que vocês possam nos conhecer um pouquinho mais de perto.

Estão prontos para saber um pouco mais sobre essa minha querida amiga, a escritora Leila Jacob? Então vamos lá!





domingo, 11 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa: A Operária -por Leila Jacob

Caro leitor,

Confesso que fiquei bem balançada com o desafio da semana, tive bons professores de arte na minha vida escolar. Lembro da querida professora Adriana que era fã incondicional de Romero Britto e Tarsila do Amaral. Ela sempre pedia para os alunos copiar os desenhos de ambos artistas e falava sem para da semana de arte moderna. Espero que a senhora esteja bem onde estiver professora Adriana, você provavelmente não iria lembrar dessa humilde aluna, mas marcou minha vida.

O tema da semana é: Baseie-se em uma obra de arte. Use a historia que ela apresenta como referencia.

Escolhi Operários da Tarsila Do Amaral, que foi pintando em 1933 depois da sua vinda da antiga União Soviética e perda de bens depois da crise de 1929. Inspirou-se na chegada das industrias no estado de São Paulo, o país estava trazendo com força o capitalismo e sem leis trabalhistas como as de hoje.

Operários, Tarsila do Amaral.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Desafio de Escrita Criativa "A ponte" - pr Fabi Sanchez

 Olá, pessoal!


O tema desta semana é: inspire-se em uma obra de arte.

Bom, fui beber da fonte do impressionismo Francês, do meu queridíssimo Monet e sua ponte japonesa, pintada em diversos momentos de sua vida, com varias visões e diferentes épocas. Tentei fazer um texto impressionista também, inspirada no simbolismo, mas acho que passei bastante longe da intenção inicial pelo fato de que não consegui poetizar, fiz algo em forma de diário, bastante fragmentado, enfim, ficou uma misturada danada, parece mesmo um monte de pincelada sem sentido. Espero que você, leitor, aí de longe, consiga compreender algo!

Boa leitura!


domingo, 4 de outubro de 2020

A grande ressaca de Setembro de 2020 - Lu Rabello

 

Sobre leituras e ressaca


A postagem desse mês será um pouco diferente das demais em que comento minhas leituras do mês.

Porque, como já leram no título, esse mês foi de ressaca literária.

Quem nunca sofreu disso, não está lendo direito...



sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa: Suando frio - por Leila Jacob

Caro leitor,

Todos já vivemos momentos engraçados na nossa vida. Em meus poucos anos de vida houve acontecimentos dignos de filmes de comédia.

Peço perdão aos envolvidos mas a história que irei contar hoje é verídica e como diz o meme “Só quem viveu sabe”.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Desafio de escrita criativa "Visita ao pediatra" - por Fabi Sanchez

 Olá, povo que lê!

Vamos ao tema do nosso Desafio de Escrita Criativa?

"Escrava algo engraçado"

Sim, meus caros, esta semana tentaremos fazê-los rir. Dizem que a comédia é uma das artes mais difíceis, portanto tenho que assumir que estou um tanto quanto ansiosa para saber se terei êxito na empreitada. Pensando nisso, busquei na memória algo que, particularmente, me faz rir bastante e imediatamente me veio a mente: meus filhos. Mas Fabi, de novo você vai escrever sobre os meninos? Vou, gente, desculpa, podem me julgar, mas este exercício de desafio de escrita semanal só tem vindo pra me provar que, por mais que inventemos mil mundos e personagens, nós só conseguimos escrever sobre aquilo que somos e temos de conhecimento, e meus filhos, como vocês devem imaginar, são uma das minhas maiores fontes inspiradoras, portanto espero que deem tanta risada com eles quanto eu rio diariamente.





domingo, 27 de setembro de 2020

Desafio de escrita criativa: Um ano difícil - por Leila Jacob

Caro leitor, 
Tenho diversas lembranças da minha infância, algumas boas, outras ruins e algumas que aparecem involuntariamente para se incluir na minha biografia mental.
O desafio da semana é escrever algo infantil com base na experiência dessa época, vamos lá então. 
Um ano difícil
Deito devagarinho no travesseiro e fecho os meus olhos lentamente, sono profundo.
Acordo com as mãos de mamãe batendo em meus braços e vejo a luz do abajur iluminado seu rosto.

- Acorda menina, já é hora de ir pra escola.

Levanto com sono e sem vontade de fazer nada a não ser dormir. Mas não falo nada, nunca falo só deixo que ela conduza a minha rotina. Ela me veste, me coloca pra escovar os dentes enquanto faz o café. Meu pai já preparado para o trabalho, espreme a laranja para fazer o delicioso suco de laranja, beterraba e cenoura que tanto amo.
Depois do café fico mais animada e já começo a tagarelar sobre ficar em casa e não querer ir pra escola, sobre ser mais útil em casa, sobre o cheiro do incenso da professora me deixar tonta e sobre todas as dificuldades.
Meu pai fingindo que não escutava as reclamações preenchia a lancheira de biscoito água e sal e suco de laranja.
Rapidamente em sua bicicleta me deixava na escola e ia trabalhar.
Entrando no pátio as professoras já iam organizando as filas de cada turma para entoarmos juntos o hino da independência e o hino nacional.
Depois em fileira seguimos para sala e a professora sem mais demora acende o incenso fedido que doía a cabeça.

Abrindo a embalagem de um chiclete que iria durar até o fim do dia ela começa a aula:

-Como o dia está lindo hoje, já deixei um cheirinho bom aqui pra gente ficar mais feliz.

Sorri e enche a lousa de lição.

Em minha mente as letras se embaralham e as linhas do cadernos se contorcem.
O cheiro do incenso fica mais forte e eu fico repetindo em mente para que o incenso queime rápido.

Letras, números, linhas pautadas, giz, incenso, recreio e o chiclete sendo mascado incansavelmente.
E eu só queria poder ler, se eu soubesse.

Quando o sino da igreja badala doze vezes meu coração acelera e fico feliz em arrumar meus matéria na bolsa.
O sinal soa e corro até o portão para ver minha mãe acenando e me chamando para o conforto do lar.

Acabei escrevendo algo que acontecia diariamente no ano de 2004 quando eu estava na primeira série em uma escola considerada uma das piores em ensino fundamental, poderia escrever algo mais leve com o humor de criança, mas sempre lembro dessa época e vejo que a vida de uma criança pode ser bem cruel em alguns aspectos. Foi um desperdício de ano pois não aprendi nada e ainda morria de dor de cabeça por conta de incensos com as portas fechadas.(Ainda me aprovaram para a segunda série).
Pais prestem atenção no que os professores fazem na sala de aula com seus filhos, sejam os melhores professores para seus filhos!
Ainda bem que no ano seguinte eu mudei de escola e conheci uma professora maravilhosa que me ensinou a ler, somar e diminuir (Espero que esteja bem professora Claudete ❣️).

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Desafio de escrita criativa: "Gato mia" - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!

Esta semana do nosso "Desafio de escrita" tem o tema: Escreva algo infantil, baseado em experiências de sua infância.

O tema na verdade, para mim, não é um desafio, pois já escrevi outras coisas para o público infantil e tenho muitos momentos bons para recordar da infância. O desafio, na verdade, foi escrever no dia de hoje, um dia em que estou me sentindo extremamente ansiosa, mais do que o normal. Então resolvi falar de algum momento da minha infância em que a ansiedade esteve presente e percebi que a ansiedade é algo nato em mim. Hoje em dia consideram a ansiedade algo a ser tratado, uma doença. Não sou médica para dar nenhum veredito, só posso falar como escritora e como eu, reles vivente do mundo: a ansiedade é uma característica minha, assim como são meus longos cabelos castanhos avermelhados, se eu os cortar ou pintar, se tornam falsos e não combinam comigo, eu assumo minha ansiedade como adjetivo, controlando-a para que não se substantive, então dona ansiedade, o desafio hoje foi para você: segue o texto escrito.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Desafio de escrita: Hotel Lua - por Leila Jacob

Caro leitor,
Estava com saudades de postar aqui no L&L, como a Fabi disse no post anterior o mês de agosto foi bem atarefado, mas estava o tempo todo lembrando da escrita e anotando ideias que me vinham dentro do ônibus, lavando a louça, assistindo e até mesmo no banho.

O desafio da semana é algo que achei até mesmo bobo quando li, vejam bem, pegue o livro mais próximo e abra na pagina 27, leia o primeiro parágrafo e escreva algo baseado nisso.  
O livro que peguei é um xodó da minha vida literária "A carne dos anjos" de Siobhan Dowd, comprei esse livro em um extinto sebo aqui do bairro.

O primeiro paragrafo é:

"O modo como ele disse seu nome foi como uma benção"

Então vamos voltar com tudo, começando o desafio da semana.


A multidão de pessoas saindo do metrô com casacos e botas era uma visão que Léa gostava, o clima de outono era o seu preferido. As pessoas passavam com pressa e esbarrando nela, mas Léa não se importava de ser lentidão no caos da cidade, há um ano e pouco era ela quem corria para chegar no trabalho mesmo com o horário adiantado, hoje em dia não valia mais a pena.

Depois da morte do marido a moça tinha saído do trabalho para ir ao interior passar um tempo curando as feridas com o ar das montanhas, isso tinha ajudado muito, mas a sede por trabalho tinha voltado há algumas semanas. Sem nem mesmo pensar, ligou para o antigo trabalho pedindo um emprego e ali estava ela, iria como temporária, por alguns dias.

O hotel Lua era o lugar onde Léa queria estar sempre, antes de conhecer o falecido marido. Trabalhava sem querer parar por dias e dormia entre um lençol e outro da lavanderia.
Amava o seu emprego e queria sempre estar à disposição das pessoas, mesmo havendo umas maçãs podres como cliente. Ela os servia com toda hospitalidade do mundo.

Chegando na porta do Hotel, ela sentiu um friozinho na barriga como se nunca tivesse entrado naquele lugar. Com toda a coragem do mundo empurrou a porta giratória e foi direto à recepção. Pessoas novas estavam no atendimento, o que era esperado, já que o grupo M havia comprado o hotel naquele ano. Com certeza muita coisa havia mudado.

-Bom dia, senhora, como posso ajudá-la?

-Bom dia, o gerente está à minha espera, sou a subgerente nova.

A recepcionista mediu a mulher dos pés à cabeça, achando-a bem estranha para o cargo, mas ela sabia que não iria durar muito, achou que seria o desespero do chefe por não achar alguém à altura, qualquer um ficaria por uns dias.

- Ah, acho que ele te espera na entrada de funcionários que é pelos fundos.- apontou com desdém para um corredor lateral que Léa desconhecia até então.

Percebendo a falta de empatia da moça, Léa agradeceu e seguiu pelo corredor, entrou na sala onde os funcionários entravam e percebeu que a equipe estava toda reunida. Na mesma hora viu as colegas de trabalho de sua época, Bianca e Luzia, que lhe ofereceram olhares e sorrisos reluzentes.

Bianca correu ao seu encontro e deu um grande abraço, ela era amável e muito engraçada. Mesmo não sendo amigas Léa se sentiu feliz por ter alguns rostos conhecidos por ali.

- Léa, o que está fazendo aqui? Que saudade de você mandando em mim. Sinto muito pelo o que aconteceu com seu marido, espero que esteja bem. Ah, espera, você é a nova...

Antes da moça terminar a frase um homem alto entrou no recinto e todos que estavam ali se calaram. Ele usava um terno com uma medalhinha pequena presa do lado esquerdo do peito.
Léa olhou ao redor e percebeu que os funcionários estavam receosos com a chegada do homem. O grande homem olhou para todos os funcionários uniformizados exceto uma mulher que usava um enorme sobretudo caramelo com grandes botões que roubava toda a atenção daquela sala.

Ele estranhamente chegou perto de Léa devagar e perguntou num tom baixinho que só ela conseguiu ouvir.

- A senhora é quem eu estou esperando às 9H00?

Ela olhou para medalha com o nome e cargo do homem, Jean Lima, gerente. Ela o encarou e balançou a cabeça afirmando. Ele, elegantemente, voltou ao seu lugar e respirou fundo se preparando para as novidades que iria contar.

- Bom dia, espero que todos estejam bem. Convoquei todos aqui para uma breve reunião pois quero deixar algumas informações importantes com todos. Alguns de vocês são funcionários novos, alguns já estavam aqui e outros vieram de outras localidades, esses últimos já me conhecem. Sou o novo gerente do Hotel Lua, Jean Lima.
Creio que o treinamento dado no ultimo mês já deixou todos aqui capacitados, acreditem, se não fossem não estariam aqui hoje.
Então, quero que deem o melhor para que nosso hotel seja um dos melhores como sempre tem sido. E na falta de um subgerente, estamos com uma temporária que irá comandar vocês e me auxiliar nessa nova jornada, que é a senhora Léa Maia. Venha até a frente para todos verem a senhora melhor.

Léa sentiu uma pontada no peito, já não usava o sobrenome do marido alguns meses e ninguém a chamava pelo nome e sobrenome onde estava e muito menos a chamavam de senhora. Os olhos queimaram querendo soltar lagrimas, mas ali não era lugar e nem hora de chorar. Indo em direção ao gerente viu que era seu dever corrigir.

-Bom dia a todos, espero que sejam dias produtivos para todos nós, e senhor Jean, uma correção, meu nome é Almeida, Léa Almeida.

Ele a encarou com uma expressão estranha mas logo suavizou o semblante. Nesse momento ela percebeu que ele era peculiarmente bonito, logo a moça olhou para outro canto da sala com o rosto corado. O homem engoliu a saliva observando a atitude da mulher ao seu lado, não era algo que ele esperava.

- Desculpe-me pelo erro então, corrigindo, a subgerente chama-se Léa Almeida. Todos estão dispensados para continuar o trabalho.

A sala foi se esvaziando e os gerentes do hotel Lua ficaram a sós, ele a encarava sem piscar nem mesmo por um segundo. Léa estava sem saber como agir, os anos de experiência na hotelaria pareciam ter sumido em poucos meses, como agir com um superior? Tomando coragem quebrou o gelo.

- O senhor tem alguma recomendação? Onde eu devo começar?

- Hoje você vai passar o dia comigo, e Léa Almeida é um bonito nome.

E saiu da sala sem nem mesmo orientá-la. Bianca que estava na porta da sala entrou com um grande sorriso no rosto.

- Nossa, mas que tipo, hein? Você viu como ele falou com você, o modo como ele disse seu nome foi como uma benção. Serão dias cheios de novidades.- disse a moça dando alguns tapinhas nas costas de Léa.

Pela primeira vez naquele dia Léa sentiu medo de verdade, mas já estava na chuva então iria se encharcar. 






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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A Lua e o Licor (trecho de "Lucy") Desafio de escrita - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!

Vamos nós de novo começando com aquele pedido de desculpas por estarmos sumidas? Gente, eu e a Leila, neste agosto, estivemos com compromissos pelas tampas, por mim, digo que o lançamento de "Causos de açúcar" me consumiu bastante energia, mas o feedback do meus leitores tem sido algo extremamente prazeroso, mais do que o próprio açúcar inclusive, pausa aqui para agradecer a cada um dos meus leitores queridos... mas chega de desculpinhas, né? Vamos voltar ao foco de escrita de nossos desafios semanais?

Pois bem! Eu e a Leila muito conversamos sobre o desafio dessa semana e achamos que seria uma chatice sem fim, mas minha gente, quando peguei o mote inspirador para escrever, já meio que a cena veio em minha mente: vou adorar escrever isso. O famigerado desafio então, é o seguinte:  Pegue o livro mais próximo de você, abra na página 27, leia o primeiro parágrafo e escreva algo baseado nisso.

Peguei "Um cavalheiro a bordo", que é o terceiro livro da melhor trilogia, no meu ponto de vista, da Julia Quinn, e vejam só o parágrafo com o qual me deparei:

"Ele se sentou na beirada da cama, sua proximidade a deixando desconcertada"

Já pensou malícia, né? Então vamos ver no que dá com mais um trechinho de Lucy pra vocês.

MAKTUB | Bela lua, Fotos da lua, Imagens de lua


- Querido, chega, vou me deitar.

Lucy disse aquela frase com tanta precisão, afirmando cada uma das palavras de forma tão incisiva, que Robert ficou olhando-a virar-se daquela sua forma repentina e delicada, batendo a enorme saia no vento, levantando todo pensamento da mente de qualquer ser.

-Lucy! - Mas como pode ser tão intensa e teimosa?

Ela olhou por cima dos ombros, como se fosse uma última chance para que ele explicasse seus pensamentos. Os olhos dela eram penetrantes como adagas venenosas e flamejantes. Ele firmou-se de pé, medindo forças em seu olhar castanho e poderoso e preencheu sua boca de uisque para não preencher de palavras sem fundamentos. Pensou em uma fração de segundos como encaminhá-la diante da força que ela estava descobrindo dentro de si sem fazer com que se perdesse.

- Minha cara...

- Robert, vou me recolher.

E sem mais oportunidades, virou-se e bateu a porta atrás de si, deixando-o com que o álcool evaporasse seus pensamentos naquela noite quente e abafada de verão.

Ele sabia que a magia que sentira nela logo que olhara pela primeira vez em seus olhos, estava se aflorando em sua mente e corpo. Era preciso iniciá-la, mas como? Tão teimosa, um espírito tão singular, mas afinal, todos são singulares. Ele pressentia que ela já o influenciava de alguma forma, e isso precisaria estar muito bem delimitado. Era necessário que os sentimentos não interferissem nos ensinamentos a serem definidos entre eles. Mas um ensinamento só pode ser tomado por aquele que quer aprender, e ela estaria disposta? Seria necessário usar a arma mais poderosa que ela tinha contra ela mesma, ele precisaria deixar que ela o seduzisse, que ela se sentisse no comando da situação.

Naquela noite, ele fumou seu charuto, analisando o que a fumaça o aconselhava, vez por outra, jogava uma ou outra pitada de cinzas no fundo do copo e observava o que o destino lhe dizia... usou da ciência magística simples da fumaça, do álcool e da borra para ser orientado no balanço da cadeira de palhinha que o entorpeceu até o logo amanhecer que fez evaporar o álcool por suas narinas.

Levantou-se para começar o dia.

***


Ela fechou a porta, educadamente. Não queria mais se expor, falar sobre o que ela estava sentindo. Como poderia explicar o poder que emanava de suas entranhas?

Pegou o licor de amoras silvestres que estava sobre sua mesinha, e serviu uma taça. Despetalou uma das rosas que enchia o vaso ao lado da garrafa e juntou o ingrediente ao licor. Cheirou a essência que havia acabado de elaborar no recipiente finíssimo.  Foi até a janela. A noite estava quente e a Lua cheia já havia cruzado mais da metade da noite, a madrugada ia alta, mas a luz que penetrou no quarto ao abrir as cortinas foi forte o suficiente para tornar seus longos cabelos lunarmente prateados. Pousou o copo sobre o batente, desamarrou seu corpete e deixou o vestido pesado cair ao chão, despiu sua combinação e vestiu-se de Lua, sentindo a frieza feminina adentrar seus poros, prateando-se de mulher. Tomou a taça em suas mãos, sorveu um pequeno gole e banhou-se de Licor de Lua e flor.

Dormiu um sono negro e profundo.

Acordou sentindo o cheiro de homem. Era Robert. "Ele se sentou na beirada da cama, sua proximidade a deixando desconcertada". Lentamente abriu seus olhos e o viu sério e certo, olhando-a fixamente.

- Preciso de você, Lucy!

Ela o entendeu, e soube, naquele momento, que ela também precisava dele, não mais pela estrutura material, mas fundamentalmente, pela estrutura espiritual. Eles estavam ligados de alguma forma e ela precisava descobrir como.


Aha! Pensaram que eles iriam ter outro tipo de relação com esse sentar na cama, né? kkkk, seus maliciosos! Mas quem sabe mais pra frente, ou mais pra trás da história, não sei, vocês possam se deparar com algo mais quente, heim?

Vamos aguardar o que a Lucy vai nos revelar, certo?

Até semana que vem, pessoal!

Bjks e Boas leituras!