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sábado, 1 de agosto de 2020

Leituras de Julho de 2020 - Lu Rabello


Julho chegou! Mês de férias, de friozinho. Propício para ler…




Porém não foi nada disso o que ocorreu por aqui nesse julho atípico.


Primeiro por conta da epidemia que já se arrasta há meses, portanto, ninguém mais tem férias...e segundo que apesar do clima apropriado, não tenho conseguido me concentrar em ler nada de forma consistente.

Leio poucas páginas e já desanimo.

Já passaram por alguma ressaca literária? Estou tão chateada com essa condição. Ainda mais porque não terei tanto a conversar com vocês esse mês.

Um pouco do que li esse mês foi: 

A Mulher na Janela


Em junho comentei que estava lendo e agora em julho finalizei

Um livro que parece ter sido escrito para virar filme. O tipo de leitura que envolve.

Anna é uma mulher que vive só e passa seus dias espionando seus vizinhos, bebendo muito vinho e assistindo a filmes antigos. Até que presencia um crime.

Seu histórico de vida não a coloca como testemunha confiável, já que ela é vista bêbada e desacordada do lado de fora da casa. Como nada é o que parece nessa história, ficaremos “em cima do muro” até os momentos finais sem saber quem é o mocinho e quem é o vilão dessa estória.

O livro virou filme mas ainda não foi lançado devido a pandemia. Mas é um que vou gostar de assistir e entrar no clima de suspense da estória.

Depois fui para a Rússia, país dos meus queridos autores Tolstói e Gógol. Sempre acabo indo para esses lados nesse clima frio. Mais convidativo, impossivel. 

Entrei em contato pela primeira vez com Turgueniev  em, Primeiro Amor.



Mais que uma estória de amor e de descobertas  um retrato de uma sociedade hipócrita dos anos de 1860.

Quatro amigos se reunem para falar sobre seus amores de adolescência. Vladimir irá narrar aos amigos, e a nós, como conheceu o amor e aprendeu sobre a vida e valores familiares.

O estilo narrativo de Turgueniev nessa obra me lembrou os livros do período romântico Brasileiro, e autores como José de Alencar e Machado de Assis. Um livro (que quase se assemelha a um conto longo) que vale a pena ser conhecido se você nunca leu nada dessas terras. Não tem muito debate político (como todo Russo gosta) por esse motivo acaba sendo uma leitura mais fluida.

Depois iniciei 2 livros mas ainda não os concluí. Que vergonha!

Dei início à biografia de Edith Piaf. Não sou fã de biografias, lendo somente daquelas pessoas a quem admiro. E essa é uma das minhas queridas.


Uma grande cantora francesa, tão pequenina no tamanho e com uma capacidade de emocionar através da música, como poucos conseguem. Uma verdadeira diva. Não cheguei ainda na metade, mas estou gostando demais.

Outro iniciado foi “O café da praia”. Daqueles romances levinhos, bom pra espairecer depois de uma leitura mais pesada. Ainda não ha muito a falar pois estou bem no inicio.


Esse livro faz parte da coleção Romances de Hoje a Editora Arqueiro.


Tem como resistir a essas capas lindas?
Tem como resistir a essas capas lindas? 


Que tem no catálogo A padaria dos finais felizes e A pequena livraria dos sonhos entre outros. Li esse último e me encantei por sua estória linda e divertida.

E por fim, mas não menos importante, esse foi o mês de lançamento de "

Eu já recebi meu exemplar e estou muito feliz por essa conquista da minha querida irmã de coração!



A primeira obra de muitas que virão. Muito sucesso pra você, Fabi.

Pra quem quiser adquirir o exemplar pode ir ao site das lojas Americanas, Submarino ou ShopTime ou diretamente pela Editora responsável por trazer à vida um livro que vai adoçar os corações Brasileiros, a Editora Expressividade.

Todos passamos por fases menos “leitores” e não devemos nos sentir tão mal por isso, afinal, a vida é muito corrida, todos temos problemas, afazeres...mas vou confiando que no próximo mês tirarei o atraso. Me contem o que estão lendo e o que fazem para sair de uma ressaca literária

Até mais,

Lu


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quinta-feira, 28 de março de 2019

Leia Gastronomia | 1º Trimestre - por Leila Jacob

Olá pessoal, tudo bem?

Estou mega empolgada e feliz com o post de hoje, o primeiro post do projeto #LeiaGastronomia, vamos conferir os livros que li no primeiro trimestre de 2019.

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Livro: A festa de Babette
Autor: Karen Blixen
Editora: Cosac Naify

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

W. B Yeats em "O presente do meu grande amor"

Oi, povo bonito que gosta de ler!!!
Essa postagem vai em especial pra você que, assim como eu, ao ler um livro, muitas vezes destaca coisas secundárias que leitores comuns nem perderiam tempo em observar e, pior, fica achando que, por estar em segundo plano no enredo, deve ter alguma mensagem subliminar... coisa meio psicótica, né? :D
Quem me acompanha no Instagran ou no Skoob sabe que minha leitura atual é "O presente do meu grande amor: doze histórias de Natal"; um livro que comprei há poucos dias numa mega promoção numa loja física das Americanas por puro impulso capital. Mas esses segredos compulsórios devem ser mantidos sigilosos, portanto mudemos de assunto. 
Esse livro de capa fofa, na verdade, agora que percebi que a capa ilustra doze casais numa pista de gelo, ou seja, os doze pares românticos protagonistas, é composto por doze contos de autores diversos, todos desenrolados em torno das festividades de fim de ano, com jovens que se encontram das formas mais inusitadas possíveis. A organização é de Stephanie Perkins, mas, na verdade, lembra que o começo de meu texto fala sobre detalhes inusitados? Pois então, não vou resenhar o livro, mas sim falar de uma observação que fiz no conto "Que diabo você fez, Sophie Roth?" de Gayle Forman. Nesse conto, em um momento, os dois protagonistas falam de uma aula horrorosa que tiveram na faculdade com a matéria de "poesia". Pronto! Me indignei! Acho que por pior que seja o professor, nunca uma aula de poesia pode ser ruim. O Poema em questão na aula era um tal de Yeats, e a poesia chamava-se "Quando fores velha".
Calma lá! Como assim eu não conheço esse tal de Yeats que inspira aulas ruins de poesia e fala da velhice das mulheres?! Deve ser o pior dos piores dos poetas do mundo! Fui buscá-lo na internet e achei-o nesse link: www.culturapara.art.br .
Quebrei a cara! 
Pra começar, o cara foi bonitão, sejamos sinceros! E daí comecei a ler os paranauês do rapaz... Wow!!!! A metáfora em pessoa! Sensual, muitos de seus poemas fala sobre a futilidade do tempo humano... Tem uma poesia que se chamam "Leda e o Cisne"... o que que é aquilo? Deveria ter uma tarja de restrição de idade para leitura!!! E por fim cheguei ao poema citado no conto:

Quando fores velha

Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,

Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;


Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,

Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;


Inclinada sobre o ferro incandescente,

Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.


Pronto! Soco na cara!!! E lá se foi por água abaixo minha teoria de que nunca uma aula de poesia poderia ser ruim, por pior que fosse o professor. Não, me desculpem, eu estava errada! Um professor pode ser ruim e estragar uma aula de poesia, pois o poeta aqui, não teve culpa nenhuma, já que ele é arrebatador! Portanto, professores, mesmo que ficcionais, se não for por amor a poesia, que seja ao menos em amor ao título do livro de contos: NÃO MATEM A POESIA!!!!
E querem saber o que mais? A citação desse poema e dessa poesia no conto não tinha nenhuma mensagem subliminar, a não ser a de me fazer pesquisá-lo e colocá-lo como um poeta o qual preciso conhecer mais a fundo!

Boas Leituras!


sábado, 26 de dezembro de 2015

Antes do Baile Verde, Lygia Fagundes Telles.


Uma de minhas leituras recentes foi a reunião de contos de Lygia Fagundes Telles "Antes do Baile Verde". Tenho que admitir: A Lygia sempre me deixa profundamente de ressaca!

O livro é constituído por 18 contos onde a exploração psicológica dos personagens é constante, e o desenvolvimento dos mesmos acontece juntamente com o desenrolar das estórias através de diálogos entre os personagens e o olhar da narradora onisciente que adentra as mentes dos envolvidos da trama, inclusive nas nossas, meros leitores que diante a tão bem amarrado trabalho, sentimo-nos fantoches dos enredos e caímos em questionamentos profundos diante de nossas próprias atitudes e ações como seres humanos reais.
Dou destaque a 2 contos que me nocautearam mais que os outros: 

1. "Antes do baile Verde": é o conto que dá origem ao livro, onde a futilidade pelo prazer da vida sobressai-se diante do próprio estar vivo. Mexe com relações familiares e psicológicas de forma profunda e intimista com as dúvidas da protagonista em paradoxo constante.

2. "A caçada": Logo eu que tenho um gosto pelo surreal, me identifiquei totalmente com o protagonista que vive realidade e ficção num mesmo instante e local. Para mim esse conto é tão tanto,  que fiz a leitura dele lá no meu canal (como foi um dos meus primeiros videos, ainda está bem caseiro, espero que vocês consigam se deter a contação e não as tosquices da gravação! :D)


Particularmente, eu prefiro os livros físicos, mas se você não se incomodar em ler pela tela e ficou instigado a ler Lygia, aí vai o link do livro que já está em domínio público.

Antes do Baile Verde

Boas Leituras!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Lançamentos de dezembro da Draco


AS NOVIDADES DO DRAGÃO!

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O Despertar da Fúria, Eduardo Kasse

Doença, sofrimento e morte. Com a peste negra assolando a Europa, os poderosos da Igreja e da nobreza têm de encontrar alguém para acusar, fazendo o povo odiar um mal em comum. Só assim conseguirão manter o controle. E claro, os culpados sempre são os demônios. Os culpados somos nós.
O Despertar da Fúria é o quarto romance da Série Tempos de Sangue, de Eduardo Kasse, e narra como a terrível doença foi a causadora de histeria e milhares de mortes pela Europa medieval.
Vinda do continente pelo mar, a praga se espalha rapidamente pela Inglaterra, assim como as pilhas de corpos retirados dos casebres, das catedrais e dos castelos. A morte não faz distinção: ceifa a vida de jovens saudáveis e de velhos decrépitos com o mesmo ímpeto. Ricos ou pobres, não importa.
E, em meio ao medo e à descrença, Harold Stonecross continua seu caminho pelas sombras, sedento pelo cada vez mais escasso sangue fresco e puro. Contudo as trevas também se abaterão sobre o imortal, não pela doença, mas pelas mãos dos seus algozes, enquanto poderes ancestrais se reúnem na Inglaterra a fim de traçar o destino deles e da humanidade.
Autor: Eduardo Kasse
ISBN: 978-85-8243-128-3
eISBN: 978-85-8243-127-6
Gênero: Fantasia sombria, horror
Formato: 14 cm x 21 cm
Páginas: 232
Preço: R$ 39,90
R$ 19,90 (e-book)
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O Esplendor, Alexey Dodsworth

A luz esconde. A escuridão revela.
Aphriké é o nome de um planeta fadado à luz interminável. Um planeta considerado o único do universo, e habitado por uma raça telepática que desconhece o sono, o sonho e a privacidade. Convictos da eternidade de seu mundo, os aphrikeianos não desconfiam que tudo foi criado por R’av, um ser com poderes cósmicos e obcecado pela ideia de perfeição.
Mas mesmo um deus pode errar. Sobretudo se for um deus aprendiz e que desconhece o que realmente é.
Aprisionados a uma maldição alardeada por bárbaros liderados pela feroz Lah-Ura, os aphrikeianos nem desconfiam que seu paraíso está prestes a ser arruinado. Até que nasce uma aberração: um menino capaz de dormir. Uma pessoa capaz de, através dos sonhos, entrar em contato com Outromundo, um planeta como Aphriké, mas iluminado por um único sol amarelo. Considerado deficiente, este menino precisará se unir à letal Lah-Ura para, juntos, revelarem a verdade oculta da criação de Aphriké. Uma verdade que a luz esconde, mas que a escuridão revelará.
O Esplendor é um romance imaginativo e envolvente de Alexey Dodsworth. Quando a luz oculta a verdade, só um mergulho aos sonhos pode iluminar o mundo que nunca se apaga.
Autor: Alexey Dodsworth
ISBN: 978-85-8243-170-2
Gênero: Ficção científica
Formato: 14 cm x 21 cm
Páginas: 404
Preço: R$ 59,90
R$ 24,90 (e-book)

DRACOMICS, OS QUADRINHOS DO DRAGÃO

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Zikas – v. 1, Alessio Esteves, Raphael Fernandes e Junior Ferreira

Rolezinho, periferia e… fantasia medieval?!
Em um mundo habitado por elfos, orcs, anões, gnomos e outras criaturas fantásticas, o reino de San Paolo é repleto de problemas. A Milícia Pública combate o crime e tenta manter a ordem, mas quando alguém precisa resolver algo para valer, é melhor chamar um zika!
Conheça Barone, um orc cansado de ser apenas um ajudante geral de um boteco na periferia e pretende ser o maior zika que o reino já viu. Para isso, conta com a ajuda do anão hipster Muralha, da orc cabeleireira Latiffa e do gnomo mal-humorado Jay.
Zikas é escrito por Alessio Esteves e Raphael Fernandes, e ilustrado por Junior Ferreira. Uma verdadeira paródia da vida nas grandes metrópoles brasileiras, com raças e classes sociais que seriam cômicas se não fossem trágicas.
Vivencie batalhas épicas ao som de funk ostentação, explore masmorras que são shoppings e aprenda a lidar com as autoridades. Humor, aventura e muito jeitinho brasileiro!
Roteiro: Alessio Esteves e Raphael Fernandes
Desenhos: Junior Ferreira
ISBN: 978-85-8243-165-8
Gênero: mangá, comédia, aventura
Formato: 14cm x 20cm
Páginas: 96 PB
Preço de capa: R$ 19,90 (papel)
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Boys Love em Quadrinhos – v. 1

Porque o verdadeiro amor precisa ser visto
Boy’s Love ou yaoi são apenas formas de descrever o fenômeno que surgiu no Japão e conquistou o mundo. Histórias cheias de sensibilidade e afeto, protagonizadas por rapazes em relações homoafetivas, um universo onde as sensações são intensas e a paixão fala mais alto a cada frase. E depois do sucesso da coleção Boy’s Love, agora com a imersão visual que só os mangás permitem.
Neste primeiro volume de Boy’s Love em Quadrinhos, prepare‑se para testemunhar esses casos que podem ser aconchegantes como um abraço esperado ou quentes como um beijo roubado. Amores que vêm do espaço ou fantasias que são mais palpáveis que as palavras podem expressar. A tensão de não entender o coração daquela pessoa especial, mesmo que ela não exista mais.
Organizada por Tanko Chan, que também participa ilustrando uma história, essa antologia traz lindas HQs por Rita Portugal, Talles Rodrigues, Márcio Moreira, Kurama-Chan, Yuu, F. Steffens, M. Steffens, Guilherme Smee, Ju Loyola, Blanxe e Raquel Sumeragi.
Prepare-se para experimentar sensíveis e inesquecíveis casos de amor. Narrados com a magia dos mangás, mas sempre com o mistério nas entrelinhas das palavras.
Organização: Tanko Chan
ISBN: 978-85-8243-171-9
Gênero: Romance, yaoi, bl
Formato: 17cm x 24cm
Páginas: 128(pb)
Preço de capa: R$ 34,90 (papel)

LANÇAMENTOS CONTOS DO DRAGÃO

MENINA

A menina que se alimentava de dor (Tempos de Sangue), Eduardo Kasse

Conto da série Tempos de Sangue de Eduardo Kasse, autor brasileiro que vem despontando pelo trabalho de ficção histórica misturada ao mito dos vampiros.
Não há vencedores numa guerra: a dor e o sofrimento permanecem mesmo depois que as batalhas acabam. Essa é a história de como as trevas dominaram Amalina, uma jovem esforçada e de bom coração, na época em que a França começava a ser delineada.
Preço: R$ 2,99
beijo

O beijo de Rudra (Tempos de Sangue), Ana Lúcia Merege

Conto de Ana Lúcia Merege, autora de O Castelo das Águias. Uma participação especial para a série Tempos de Sangue de Eduardo Kasse, autor brasileiro que vem despontando pelo trabalho de ficção histórica misturada ao mito dos vampiros.
No Vale do Indo, há 4.000 anos, a jovem Gauri recebe de um deus a incumbência de salvar sua cidade. No entanto, a intolerância dos anciãos pode obrigá-la a um perigoso jogo entre a morte e a vida eterna.
Preço: R$ 2,99

CONHEÇA OUTRAS OBRAS DO DRAGÃO

capa castelo

O Castelo das Águias, Ana Lúcia Merege

O Castelo das Águias, romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.
Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.
Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias. Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las, desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.
Autor: Ana Lúcia Merege
ISBN: 978-85-62942-20-4
Gênero: Literatura Fantástica – infantojuvenil
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 196
Preço de capa: R$35,90 (papel)
R$ 19,90 (e-book)
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Boy’s Love – Sem preconceitos, sem limites

Para amar e ser livre. Sem limites.
Boy’s Love ou yaoi são apenas formas de descrever o fenômeno que surgiu no Japão e conquistou o mundo. Histórias cheias de sensibilidade e afeto, protagonizadas por rapazes em relações homoafetivas, uma maneira de ver a vida que abre as portas da fantasia e se aprofunda no questionamento sobre o que é certo ou errado. Viaje para o mundo dos mortos ou descubra lindos seres que só poderiam sair dos tomos da mitologia. Nessas páginas o terror e a ternura serão apenas preliminares para o que não pode mais esperar.
Em Boy’s Love – Sem preconceitos, sem limites, a paixão fala mais alto e é a tônica nesses encontros. Lemon é um termo que virou sinônimo de ficção cheia de cenas picantes e sem restrições para o prazer. E nessa edição, é também o nosso tempero para experimentarmos sem pudores o que as palavras podem expressar.
Organizada e ilustrada por Tanko Chan, que também participa com um conto, essa antologia traz deliciosas histórias por Dana Guedes, Claudia Dugim, Nuno Almeida, Márcia Souza, Priscilla Matsumoto, Karen Alvares, Vikram Raj e Blanxe.
Quando as primeiras peças de roupa caírem no chão, beijos e carícias guiarão a existência dos amantes. Não haverão mais barreiras para esse amor. Isso já ficou para trás.
Contos
Daruma – Dana Guedes
Lolipop – Claudia Dugim
No Amor e na Guerra – Nuno Almeida
O Colar de Scheherazade – Márcia Souza
O reflexo do dokkaebi – Priscilla Matsumoto
O Sentimento – Karen Alvares
O Palácio dos Rakshasas – Vikram Raj
Perfect Mistake – Blanxe
Maçã – Tanko Chan
Organização: Tanko Chan
ISBN: 978-85-8243-125-2
Gênero: Boy’s Love, lemon, yaoi, romance
Formato: 14 cm x 21 cm
Páginas: 176
Preço: R$ 35,90
R$ 19,90 (e-book)
Boas Leituras!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A 5a. Onda

Quem aí já ouviu falar dessa trilogia? Gente, conheci-a através do site da Editora Fundamento, e lógico que já estou esperando os correios chegarem, mesmo porque quero ler a trilogia antes do lançamento do filme que será dia 21 de janeiro.
Dá uma olhada na sinopse do filme:
A Terra repentinamente sofre uma série de ataques alienígenas.
Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos.
Com a proximidade cada vez maior da quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) precisa proteger seu irmão mais novo e descobrir em quem pode confiar.

Que medo, né? Gostou? Então dá uma espiada no trailler:


Tudo bem, eu deixo você me imitar!! Entra lá no site pra ver a promoção da trilogia, comprar, se encher de coragem e ler os livros antes do lançamento do filme: Trilogia a 5a. Onda

Boas Leituras!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Raigor Ferreira e "O príncipe congelado"

Sabem uma das coisas mais legais que vêem acontecendo desde que voltei com o blog? Conhecer pessoas legais, criativas, talentosas e inteligentes! 
Conheci tanta gente boa... A Marina com o Projeto Aperte a tecla, a Ana com o Projeto Lendo Clarice, o Rafa com o Projeto ALira, e tantos outros, e entre eles, essa semana, o Raigor entrou em contato comigo, muito gentilmente, pedindo para que lesse o seu primeiro conto O príncipe congelado.


"Nas terras longínquas do Reino de Arvoredo, os habitantes já estavam acostumados com um príncipe fora do tradicional. Phelipe, o herdeiro superestimado do trono tinha uma condição exótica e que fazia os moradores do Reino se perguntarem: “Como alguém pode ser tão gelado?”. A resposta para a pergunta não era simples e esmerada. Na verdade, era muito complexo entender o que tornara a majestade, um homem tão frio e indiferente."

Esse é só o comecinho da estória do Raigor, que por sua vez, adora Literatura Infantil, assim como eu, e que escreveu esse conto em umas férias no interior de SP, pra uma parenta dele de 10 anos que não curtia muito ler. O resultado foi que ela gostou tanto que nas férias seguintes ainda tinha guardado o manuscrito, então ele resolveu publicar. 
Quando recebi o conto, disse ao Raigor que faria um comentário de leitura aqui no blog, mas dessa vez o comentário não será meu.
Ontem li "O Príncipe Congelado" para meus filhos Henrique (9), Miguel (7) e Raul (4). Então vou dispor aqui os comentários e apontamentos deles:

"Nossa, mãe! O que aconteceu com o braço dele? O que é dilacerado? Coitadinho!" (Henrique)
"O rei é o do mal e a rainha é a do bem?" (Miguel)
"É a mesma princesa do Hora de Aventura?" (Miguel)
"Se ele derrete ele vive uma vida nova?" (Henrique)
"Eu gosto de batata frita também" (Raul)

Os comentários dos meninos deixaram alguém curioso? Então baixa o conto lá no Amazon! Nós por aqui curtimos muito! Parabéns Raigor e sucesso na nova carreira!

Boas Leituras!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Alice no país das maravilhas

Poxa vida, Fabiana! De novo Alice no País das Maravilhas?!?!
Tá bom, há pouco tempo fiz uma postagem sobre Alice aqui no blog, mas desculpem-me, não resisti: esses dias, fuçando coisas velhas, achei alguns textos, resenhas e monografias dos tempos de faculdade, e no meio dessa papelada, eis que está lá, minha resenha de Alice, ainda manuscrita, já que em 2000 meu acesso ao mundo digital era bem limitado. Fiz essa resenha para o curso de Literatura Infantil com a Doutora Maria dos Prazeres, que é uma fofa e me ensinou muito. Achei que seria legal compartilhar com vocês uma resenha realmente analítica, pois na grande maioria das vezes, o que posto aqui no blog, são meros comentários e impressões de leitura. Espero que gostem!

Resenha Crítica: Alice no País das Maravilhas

Quando ouvi pela primeira vez "Alice no País das Maravilhas", eu deveria ter uns 7 anos. Havia ganhado um disco com a história de Alice, mas todas aquelas maravilhas me amedrontavam. Era tudo muito distante do real e eu nunca consegui aceitar as maravilhas de Alice. Agora, com mais idade e munida de instrumentos para vasculhar a obra, tomei coragem e li o livro. O resultado foi surpreendente: ADOREI! Talvez tenha sido um dos melhores livros que já li em minha vida. Parece estranho, mas acho que deve ter uma explicação para reações tão contrárias.
Alice é um menina que parece estar entediada com o mundo real e, por isso, adormece, para criar o seu próprio mundo maravilhoso. Este mundo, ou "país", é um mundo onde animais falam e agem como seres humanos; onde o tamanho é um simples estado mutável constantemente; onde as regras sempre podem ser mudadas, cada um faz suas regras e, por isso que muitas vezes elas nem são válidas; onde o conhecimento real não é o mais valorizado; onde pessoas transformam-se em animais e desta forma tornam-se mais humanas; onde o tempo é muito mais longo do que o normal, contando apenas dias, meses e anos; onde tudo parece um jogo, já que quem "manda"neste país das maravilhas é uma rainha de copas, e os seus súditos são as cartas restantes do baralho, incluindo aqui que temos uma rainha altamente autoritária, porém a sua autoridade não se concretiza. Neste mundo maravilhoso, os valores da escola não são os mesmos da vida real e até mesmo o juri parece ser de ponta cabeça, com regras e leis totalmente fora do comum.
A história começa com Alice em um jardim com sua irmã mais velha. Apesar de um jardim parecer um lugar propício para uma criança se distrair, Alice parece entendiada e nada ao seu redor chama-lhe a atenção e começa a sentir-se sonolenta e ver as coisas ao redor meio diferentes, como um coelho com roupa e relógio, parecendo um sonho. Realidade e fantasia começam a se misturar, mas Alice aceita naturalmente a invasão do maravilhoso em sua realidade, aliás, ela é quem cria este maravilhoso em sua própria mente, e com o passar da história, a predominância do maravilhoso sobre a realidade vai tornando-se cada vez maior e a noção de tempo começa a aparecer bastante distorcida. Qual criança não deseja ficar grande logo? No "País das Maravilhas" de Alice, isto é fácil de acontecer, basta comer um pedaço de bolo, não é apenas fácil como também gostoso (crescer comendo, e comendo bolo!). Mas a garotinha vai mais longe em sua criatividade, pois ela consegue não só crescer, como também diminuir. O problema real de ser menor que os adultos ou grandinha demais para fazer bagunça, parece não existir no mundo das maravilhas, pois ela cresce ou diminui quando precisa ou quer.
No "País das Maravilhas" nunca se está sozinho e a solidão era um grande problema no mundo real para Alice, mesmo estando ao lado da irmã. Durante toda a história a mesma encontra animais ou objetos que falam e opinam (apesar de sempre serem opiniões um tanto quanto estranhas) e brincam (para brincar no "País das Maravilhas" não é necessário seguir regras ou ao menos criá-las, basta participar que ao final todos vencem).
Apesar de tudo parecer muito maluco, Alice não se desliga totalmente da realidade, usando alguns valores reais em seu mundo inventado, como por exemplo, os ratos do "País das Maravilhas", apesar de serem falantes e agirem quase como seres humanos, também têm medo de gatos e cachorros.
Muitas vezes, no mundo infantil, os animais têm a mesma importância e inteligência dos seres humanos. São poucas as  crianças que não conversam com animais, ainda mais quando se é tão só como Alice. Por isso há esta necessidade de preencher o vazio da solidão com a criatividade, fazendo dos animais quase seres humanos ou vice-versa, como no caso do bebê nervosíssimo que se transforma num porquinho calmo ao entrar em contato com Alice. Os valores se invertem e os limites entre o animal e o humano já não existem. Aliás, neste capítulo aparecem os primeiros seres humanos do "País das Maravilhas", que são a Duquesa e a cozinheira, duas mulheres de costumes violentos: a primeira tentava fazer dormir a criança com uma cantiga esdrúxula e sacudi-a fortemente, já a segunda jogava pratos e panelas para todos os lados, inclusive na Duquesa, sua patroa, e em Alice. Para contrastar com essas duas personagens, temos o guarda desta casa, que é um peixe muito calmo, e um gato que vive a sorrir. Com este jogo de contrários, percebemos que, par Alice, as pessoas comportam-se quase como animais e os animais como pessoas.
Os conhecimentos adquiridos na escola ou durante sua vida começam a perder o sentido quando Alice cai no buraco do coelho e estes vão sendo esquecidos e sumindo cada vez mais durante as aventuras até o ponto em que a garota confunde-se toda, já não fala mais nada com sentido ao tentar lembrar-se dos ensinamentos escolares. Ela deixa tomar-se pelo maravilhoso e seus pensamentos são envolvidos totalmente pelas idéias malucas do "País das Maravilhas". E esta perda de conhecimento da realidade confirma-se com o encontro de Alice e a "tartaruga fingida" que começa a contar tudo o que aprendera em sua escola maravilhosa. Os valores reais não servem para o mundo maravilhoso e vice-versa. E isto explica o porquê de Alice esquecer de seus ensinamentos reais: ela está contagiada pelo mundo da fantasia.
Em relação ao tempo, Alice também distancia-se do real. O chá com  a "Lebre Louca" e o "Chapeleiro"nunca tem fim, parece sempre ser as 5:00 da tarde, hora do chá. O relógio do "Chapeleiro" marca os dias, enquanto o da Lebre, os meses e os anos, fazendo do tempo maravilhoso um tempo mais longo onde pode-se gastá-lo inteirinho tomando chá ou dormindo como o "Ratão".
A lei e a ordem não são de grande importância no "País das Maravilhas", apesar de existirem. A Rainha, que parece tão autoritária ao mandar decapitar a quase todos, perde sua autoridade quando o Rei manda, ao contrário, poupar a vida de todos, Esta ordem maluca não atinge Alice, pois ela é a única a qual a Rainha não manda cortar-lhe a cabeça, exatamente porque Alice é criadora desse mundo e não apenas simples personagem.
Por fim, temos um tribunal às avessas que termina de confirmar o mundo e valores contrastantes entre real e maravilhoso. Neste tribunal as testemunhas não têm grande importância e seus testemunhos tornam-se distorcidos e pressionados pelo juiz. No julgamento, Alice que estava pequenina, ao poucos volta a crescer e é chamada para testemunhar. Neste momento Alice parece começar a voltar à razão argumentando com triunfo e lógica diante do juiz. Alice cresce cada vez mais e isto leva-a a continuar a argumentação sem medo de mais ninguém até voltar ao seu tamanho normal  e dizendo que não se importava nem com a Rainha, nem com nenhum dos moradores do "País das Maravilhas" e que tudo aquilo parecia absurdo. Nessa hora ela escuta a voz de sua irmã chamando-a à realidade. Alice acorda do sonho do "País das Maravilhas".
Com "Alice no País das Maravilhas", Carrol mostra um mundo fantasioso criado por uma menina que para fugir da realidade tenta buscar a felicidade e perfeição no imaginário, mas conclui que o maravilhoso por absoluto também não é feliz e perfeito, por isso volta à realidade. 
Talvez foi por não encontrar a perfeição nem na realidade e nem no mundo de Alice que tive medo dessa história quando era pequena.
Talvez porque apesar de Carrol conseguir tocar no fundo do imaginário e psicológico infantil, ele seja um adulto, e não uma criança.

CARROL, Lewis. GIACOMO, Maria Thereza Cunha de,  Alice no País das Maravilhas.  13a. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1977.
É isso aí. Se eu fosse reescrever este texto hoje, mudaria muitas coisas: tiraria umas repetições, aprofundaria algumas análises em teor psicológico, mas enfim, foi lá na USP que essa história de gostar de analisar começou e essa resenha é um dos meus protozoários analíticos. Com certeza a professora foi generosa na nota.

Boas Leituras!