quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: A reunião - por Leila Jacob

Caros leitores.
O desafio de escrita da semana é escrever sobre um fato historico, o que eu abordei no texto foi algo bem triste para todos que lembram do ocorrido.
Bem, a Fabi postou um texto bem legal na segunda, caso não tenham visto,           segue o link, Mulheres modernas.
Espero que aproveitem a leitura.

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A Reunião

Não tinha sido a melhor reunião de Tessa, e o pior era que estava tão confiante que tudo daria certo e que meses de dedicação a esse projeto seriam recompensados assim que os empresários olhassem.
Mas não foi assim, os homens daquela sala só tinham olhares vagos e sem emoção para o que ela dizia.
Talvez se Tessa abrisse os botões da camisa ou fosse com uma mini saia poderia dar certo, ou se Jules estivesse dando apoio na apresentação nada daria errado pois teria a aprovação dele.
Ela só conseguia pensar como era injusta aquela situação que se repetia e o porquê dela não conseguir o que almejava. Quando chegou no térreo deu uma suspirada bem profunda, precisava respirar, por mais que o ar de Nova Iorque não fosse um dos melhores, naquele momento servia.
A moça saiu do prédio batendo os pés com toda força e adentrou a rua que estava cheia de pessoas, olhou no relógio e viu que ainda era cedo.
Ainda tinha isso, como alguém poderia apresentar um projeto em 25 minutos e a dispensa ser assim tão rápida.
Olhou para as torres e apertou as pálpebras com o indicador e o polegar, a altura lhe dava tontura, sentiu um aperto enorme no peito e quis sair imediatamente daquele lugar, andou sem rumo por alguns minutos até que viu uma mensagem de Jules.

Jules: Depois que sair me encontre no nosso lugar.

Tessa revirou os olhos sem acreditar naquele cretino, falta na apresentação e ainda acha que pode comprá-la.
Cansada, ela se sentou num banco da praça e repensou tudo que havia feito nos últimos meses, havia muito a ser resolvido, pois aquele parecia o pior dia da sua vida.

Ainda não era 9hrs e o dia já se mostrava péssimo, até que Tessa ouviu um estrondo que a assustou. Viu que algumas pessoas correram para o meio da rua e olhavam para o alto. A curiosidade aflorou e ela fez o mesmo. Seu coração disparou e um nó se formou em sua garganta.
Escutara as pessoas gritando e dizendo "Uma bomba no Word Trade Center!", outras diziam "Foi um avião!!!", "É um atentado!".
E então Tessa correu até chegar próximo a Torre norte. Havia uma movimentação e todos os olhares se voltavam para o céu, confusos e tristes. A aglomeração foi tamanha, pessoas saindo do prédio até que ela olhou para cima e viu um avião adentrando a torre sul.
Seu coração quase saiu pela boca e nesse momento gritos de desespero foram entoados, se sentindo enauseada ela se sentou no meio fio com a mão no rosto pensando em milhares de possibilidades.
Sentiu uma mão puxando-a para cima, quando olhou, viu Jules com um olhar assustado.

- Tessa! Que bom que está aqui! - Puxou-a para um abraço apertado.
- O que está acontecendo Jules? - Indagou em prantos.
- Não sei...Eles estão lá? - Perguntou preocupado.
Nessa hora Tessa entendeu o tamanho do estrago.


Deixem comentários e vamos bater um papo legal.
Até quinta que vem!

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Mulheres modernas - por Fabi SAnchez

Olá, queridos leitores!

Esta semana o desafio de escrita é "escrever sobre algo histórico".
O mais interessante nesta proposta é o engajamento de pesquisa. Na verdade, toda escrita merece pesquisa prévia, e hoje  (na verdade, acho que sempre tivemos) uma onda de escrevinhadores que se declamam escritores, publicando em blogs e plataformas de escrita meros desabafos, sem técnica e sem arte alguma. Podem me chamar conservadora, mas como a Língua é minha profissão, a defendo, e em homenagem a isso, vou escrever com o tema da Semana de 22, sim aquela semana de arte moderna, você já ouviu falar? Se não ouviu, vou dar uma pincelada no pequeno conto que escreverei abaixo

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Leituras de Janeiro de 2020 - Lu Rabello


Oi, pessoal.
Como estão?
Um pouco sumida tanto daqui, quanto do Insta, mas nunca longe dos livros.

Parece que as ideias para postagem acabaram e acabei me ausentado. Para que o sumiço não se faça mais tão presente, conversarei com vocês sobre minhas leituras mensais, toda última sexta feira do mês.





Como disse, não tenho estado “no clima” para a escrita, mas continuo no clima para leitura! Por isso, estou aproveitando todo tempo livre para ler mais. E olha que esse mês li bastante!

Conheci nesse início de ano um APP chamado “Cabeceira”.
Talvez muitos já o utilizem mas pra mim foi novidade.
Ele funciona como o nosso já querido Skoob mas com alguns diferenciais.
Além de se poder colocar o livro como LIDO ou QUERO LER, pode-se acrescentar o livro que a gente está lendo no momento e com um cronômetro, ele calcula o tempo que levará para se ler de acordo com sua velocidade. Achei o máximo.



Eles também tem um desafio de ler 1 livro por mês. Para os amantes de livros é fácil, vai?!

Como gosto de me testar, também estou participando de outro, que é de nível um pouco mais avançado, digamos assim, que é o desafio 1 livro por semana. Quem me falou dele foi nossa amiga Fabi, aqui do blog. Um amigo da banda de percussão que o filho dela faz parte, colocou esse desafio para ele mesmo se testar. Legal, ne?! Eu já copiei rsrsrs

Por enquanto estou conseguindo manter, veremos ao longo do ano. Se eu não cumprir, me cobrem

Com tudo isso em mente, já li esse mês:

Apenas Um OlharHarlan Coben. O autor é ótimo com seus romances policiais. Os Franceses o apelidaram de O mestre das noites em claro. Pois quando se começa, não dá pra parar.




Nesse livro, uma mãe leva algumas fotos da família para revelar e ao pega-las vê uma foto estranha, não tirada por ela, junto no pacote. Depois disso, seu marido, some ao se deparar com a imagem. O que teria motivado ele a se comportar dessa forma??

Em seguida li:

A escola dos Sabores - Erica Bauermeister

Uma jovem descobre desde muito cedo a transformar simples ingredientes em refeições fantásticas.
Ela abre uma escola em que irá ensinar aos alunos, além de segredos culinários, a enxergar a vida de forma mais profunda.

Ainda no clima culinário, li por indicação da Fabiana, O cozinheiro do Rei Dom João VI - Hélio Loureiro



Confesso que não me agradou muito no início, cheguei até a cogitar abandonar, mas insisti. O final acabou compensando e algumas receitinhas também


Uma receita um tanto quanto peculiar...


É um romance ficcional que retrata a vida de Dom João, sua vinda ao Brasil e o retorno à Portugal, aonde morre. Rapidinho de ser lido, vale a pena dar uma olhada.

Um Lugar à Beira-MarDebbie Macomber

Já havia lido um outro livro dessa autora chamado Um Bom Tricô o qual me fez buscar outros livros dela, já que o enredo desse foi bom.
Porém, essa segunda aproximação não foi das melhores.
Estória bobinha, personagens com atitudes infantis e irreais demais.

A personagem principal perde a família num acidente e para refazer sua vida, encontra um chalé numa cidade minúscula aonde irá encontrar os tipos mais estranhos e intratáveis.
Essa foi a grande decepção do mês.




Ah, ainda finalizei 2 que comecei em dezembro:

As mulheres de terça-feiraMonika Peetz Um romance sobre a vida de um grupo de amigas que resolvem se aventurar pelo Caminho de Santiago de Compostela. Também não gostei muito pois o foco que para mim seria na peregrinação, virou uma lavação de roupa suja.




Por fim,

O CarrosselRosamunde Pilcher. Uma das autoras do meu coração, autora de um livro que adoro chamado Os Catadores de Conchas. Nesse, a leitura não foi tão prazerosa mas ainda assim, não tão ruim quanto o Lugar à Beira-mar…
Uma jovem vai passar umas semanas com sua tia doente e lá encontrará uma garotinha sensível e um homem misterioso.




Ufa!

Bem, pelos meus cálculos, vi que desde abril passado eu não lia tanto como li nesse janeiro.

Ainda tinha que falar sobre mais um projeto (!) mas deixo para o mês que vem. Esse post já está gigante.

Um grande beijo e boas leituras,
Lu




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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Aquela praça, naquela praça - por Leila Jacob



Olá leitores, tudo bem?


Projeto de escrita a todo vapor e o desafio da semana é: Descreva um lugar.
Participe conosco e vamos colocar nossa escrita em prática.
Em 2015, andando na rua da faculdade, eu sempre via uma idosa observando o bairro pela janela e imaginava o que ela estava pensando. Hoje resolvi por essa lembrança em texto.
Quem está mais perdido do que cego em tiroteio e não sabe do que estou falando, não te reprimas para entender, veja a primeira postagem da Fabi  A vidraça da sala da minha infância.

Aquela praça, naquela praça:

Do alto daquele prédio se via todo o bairro e um pouco além. O tempo corria sem parar.

A padaria logo cedo abria as portas para receber os madrugadores, o hospital nunca apagava as luzes e a estação de metrô não parava de sair gente, de estudante à doutor, todos correndo apressados para chegarem aos seus destinos. 

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Mas o que mais me admirava era que no meio desse caos havia uma praça bem verdinha: tinha árvores, canteiros de flores, passarinhos e bancos de cimento com mesas de xadrez.
Quando eu era mais nova e com saúde podia descer para fazer as minhas caminhadas e via a beleza daquela praça de perto: no meio da praça havia uma fonte bem pequena com anjinhos com biquinhos de onde saía um jato de água, nos dias quentes os pássaros Bem-te-vi tomavam banho na beirada da fonte.

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No meio das árvores ornamentais havia também um pé de acerola e outro de aroeira, as crianças sempre pegavam as acerolas do pé, nunca consegui encher a mão com as frutinhas deliciosas. Havia uma cerejeira japonesa que fazia sucesso toda vez que florescia.
Tinha um espaço de equipamentos de academia que estavam quebrados devido o uso indevido das crianças.
Aos pés dos poste de luz haviam tigelas com ração e água para os animais de rua.
Os homens mais velhos se encontravam todas as tardes naquela praça para jogar xadrez e contar historias da juventude, sentados nos bancos, rindo e duvidando se as historias ali contadas eram reais.

Irei sentir falta de poder sentar naqueles bancos e encostar os pés na grama, de caminhar de noite, ver os casais se encontrando, de comer pipoca doce e rir das pessoas esquisitas que saiam do metrô.
Daqui de cima tudo é cinza a única coisa que se destaca é a beleza naquela praça.


Comentem e vamos bater um papo.


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Desafio de escrita criativa: A vidraça da sala da minha infância - por Fabi Sanchez


E aí? Começaram bem o ano? Lendo muito e escrevendo tudo?
Bom, aqui no Língua, como falamos lá na postagem anterior, Bem vindo 2020 , estamos com a corda toda!
Eu e a Leiloca nos propusemos a escrever pra arrebentar, vamos ver se damos conta, com toda a correria besta do dia-a-dia, sabemos que teremos muitos desafios, mas pensando nisso, nos submetemos a um tema de escrita por semana, portanto, vamos dar inicio com o tema:

"DESCREVA UM LUGAR"

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O que é descrever?

Descrever é uma ato de escrita onde a pessoa tenta reproduzir, com suas palavras, aquilo que está vendo, utilizando muitos substantivos e adjetivos para explicar uma paisagem, um objeto ou uma pessoa. Geralmente as descrições estão imersas nas narrativas, pois é muito cansativo um texto que seja somente descritivo, mas como estamos falando de um desafio de escrita, então mão na massa! 

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A vidraça da sala de minha infância

Sempre gostei dos dias cinzentos.
Era uma janela com molduras de ferro… na verdade, química é algo que não dominoo muito bem, mas ao menos o gosto que eu sentia em minha língua ao passá-la sobre uma das alças de sua trava, tentando molhar a parte de dentro como a chuva molhava a parte de fora, parecia de ferro: um sabor acre, seco, que chegava até a garganta junto com uma textura irregular, dura, gelada. Diferente do cadeado que tinha gosto de nada e textura de liso. Os cadeados nunca me prenderam a atenção.
Aquela dureza, aquela frieza, aquela textura irregular se estabeleciam lá nas profundezas de mim.
E encostava as almofadinhas rosadas de minhas bochechas, apertando meu pequenino nariz de seis anos e minha boca vermelha sem batom (acho que o uso do batom desgastou o meu vermelho pueril e natural da infância) contra o vidro frio, tão frio que parecia que a chuva do lado de fora também o havia molhado do lado de dentro. E ficava ali, competindo com a chuva pra ver quem se apertava mais contra o vidro, meu nariz ou suas gotas bravas, pra ver quem conseguiria primeiro transpor a transparência da vidraça, medindo forças naturais... na verdade eu só me espelhava nas gotas de chuva, aprendendo a ser como elas, imitando-as, tentando ser líquida, fluída, transparente, escorregadia por onde passasse, impegável e, como minha mãe dizia, quem a pegasse, ficaria doente, ou seja, é preciso ser forte, vibrar a vidraça, espancando-a torrencial e inabaladamente.
Aquele cheiro de ferro molhado foi enferrujando meus sentimentos desde muito sempre.
E hoje, quando o céu promete chuva cinza, sinto o gosto e o cheiro enferrujado da minha água interior, e isso acalenta minha alma, levando-a a fluidez cortante de um vidro estilhaçado.



E vocês? Tem algum cantinho cantinho ou momento de sua infância que te marcou pra sempre? Me conte aí embaixo! E fique ligado que ainda esta semana tem texto da Leila e da Lusia!

Bjks e Boas Leituras!


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Bem vindo, 2020!



Olá, caros leitores!

Sei que estavam com saudades das postagens do L&L, mas estávamos meio que fechados pra balanço, por isto da primeira postagem sair só agora, porque queríamos escrever quando estivéssemos com todas as novidades prontas. Preparados para elas? Então vamos lá!

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

A passagem de 2019 sob o olhar do Língua e Literatura

Olá pessoal! Como vocês têm passado?
Espero que estejam todos bem!
Chegou o último mês do ano e com ele resolvemos fazer uma retrospectiva!!!
Só nesse ano publicamos 58 posts sendo o segundo ano mais produtivo do Língua e Literatura desde 2015, o mês de Janeiro e Julho foram os que mais saíram posts.

Analisamos tudo o que dedicamos tempo e empenho para escrever e estamos aqui para compartilhar com vocês qual foi a nossa melhor postagem e o porquê.
Em todas as postagens que fazemos, procuramos nos dedicar ao máximo para trazer para vocês leituras interessantes e com alguma informação que possa agregar algo novo.

Cris:


Elegi a minha postagem feita no dia 15 de fevereiro, sobre a literatura surda, como a que mais me deu satisfação em desenvolvê-la.


-> Reveja aqui o post:




Certa vez, a experiência que tive vendo um cabeleireiro atender clientes surdos me fez querer buscar mais informação sobre o que havia disponível para o público que possui algum tipo de deficiência auditiva.
Eis que minha curiosidade me levou até a área da leitura e fiquei bem satisfeita em ver que o acesso ao mundo literário está se tornando cada dia mais real para esse público.


Quanto mais se faz pela inclusão, mais qualidade de vida disponibilizamos para mais pessoas. E isso é algo transformador!
A literatura deve ser abrangente e abrir, cada vez mais, portas para que as oportunidades cheguem a todos. 


Leila:

A postagem que mais amei escrever foi ao ar em 7 de maio sobre escrita e inspiração.
Adoro escrever, e gosto ainda mais de falar sobre o processo. Nesse ano as meninas me apresentaram o Brainstorming (Tempestade de ideias), achei tão legal que levo pra vida.
Ter ideias e falar sobre elas é sensacional, ainda mais pra mim que sou uma escritora escondida muitas vezes com medo das palavras.

-> Reveja aqui o post:

https://www.linguaeliteratura.com.br/2019/05/escrever-e-viver-por-leila-jacob.html

A vida da gente é uma caixinha de surpresas, você pode fazer um planejamento de anos e anos e ele ir por terra ou você pode ter algo planejado pra ontem e dar certo.
Escrever e viver é um texto que ainda é bem fresquinho na minha memoria pois sou uma personagem sonhadora da minha historia.
Eu tenho muitas inspirações se for pra contar todas eu listarei por horas, mais umas das maiores sou eu mesma.
Que a escrita e a leitura continuem sendo divisores de água em muitas vidas.

Lusia:

Gostei demais dessa postagem de abril de 2019.
Já li vários livros que se utilizam de panelas e temperos para construir suas estórias mas esse ganhou meu coração de vez.

https://www.linguaeliteratura.com.br/2019/04/confort-book-livro-que-aquece-o-coracao.html

A "culpada" por me inserir na literatura gastronômica foi nossa querida Fabi aqui do blog.
E "Como Água para Chocolate" vai além das panelas e temperos. Tem uma doçura e picancia muito peculiares. Não adianta muito falar sobre, pois tudo será pequeno diante dessa obra. Leiam e deleitem-se