terça-feira, 8 de outubro de 2019

O futuro está nas cartas? - Leila Jacob

Quem nunca passou raiva com leituras obrigatórias na escola? Eu mesma, nunca passei uma raivinha se quer por conta disso.
Apesar de estudar em escolas públicas e ter falta de diversos professores em algumas matérias, sempre tive ótimos professores de literatura que carrego laços até hoje.



Meu primeiro contato com Machado de Assis foi com o conto A Cartomante, lançado em um jornal em 1884, a obra faz parte de várias coletâneas do autor.
Foi uma leitura conjunta que durou 2 aulas cheias de reflexões.
Era como se estivéssemos assistindo uma baita novela.

Eu achei o máximo, pensava que Machado de Assis era chato e sem jeito.
Mas o cara tem jeito sim.
Com uma premissa muito parecida com Dom Casmurro, A Cartomante conta a história de 3 personagens unidos por casamento, amizade e traição. Porém não temos suposições e sim a certeza da traição.

Rita comenta com o amante sobre a cartomante que diz coisas bem convincentes para ela, e Camilo por sua vez não acredita em adivinhas charlatões.

Vilela que era marido de Rita e amigo de Camilo, que era amante de Rita.
Olha a loucura, lembrando muito a música de Amado Batista com a carta deixada no quintal, cartas anônimas sobre o caso extraconjugal, que Camilo recebe, ele fica com medo de seu amigo Vilela ter descoberto o caso, e deixa de frequentar a casa dele.

Até que um dia recebe um bilhete do amigo Vilela chamando com urgência para comparecer à casa dele.
Camilo fica morrendo de medo, pois teme que o amigo tire satisfações com ele.

Mesmo assim vai confiante que seja sobre outro assunto. Ansioso para saber o que vai acontecer e com a estrada parada por um acidente, Camilo se ver parado na porta da cartomante e por curiosidade entra para saber se ela é uma mentirosa ou não.

Adentrado incrédulo no recinto, a cartomante lê as cartas falando tudo que Camilo quer ouvir e ele vai feliz e conten te para casa de seu amigo.
O final do conto vocês terão que ler para saber.

Genial ou não?
E ainda deixa um mistério no final com certas coisas que não são ditas, Machado deixa que os leitores façam suposições de sua obra.
Aquele conto que deixa com gostinho de quero mais e ao mesmo tempo satisfeito de ter lido
.

Deixe seu comentário, até mais!


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terça-feira, 1 de outubro de 2019

A fase realista de Machado de Assis: Dom Casmurro/ por Cristiane Oliveira

Você já parou para fazer uma enquete com seus amigos para descobrir algo que seja unanimidade entre vocês? Sei lá! Qualquer coisa: o tipo de passatempo, o melhor feriado, a sobremesa, o quitute favorito? 


Pois nós, colunistas do Língua e Literatura, em um de nossos encontros virtuais semanais, tivemos um insight e começamos a pensar em um escritor que tivesse agradado a todas. 

Esse escritor seria o nosso bacon! Sim! Pois descobrimos também que todas nós gostamos de bacon. Kkkkk

Após chegarmos a um consenso, nos demos conta de que a data de falecimento de nosso escritor predileto estava prestes a se aproximar. 

E foi a partir daí que surgiu nossa ideia de prestar uma singela homenagem à várias mãos a Machado de Assis.



Eu o admiro não só pelas obras de seu segundo estilo literário (o realismo), mas por sua história de vida.

Porém, focarei aqui em uma das minhas obras prediletas desse querido escritor: Dom Casmurro.

Publicado pela primeira vez em 1899, Dom Casmurro confirma o olhar certeiro e crítico que o autor passou a ter sobre toda a sociedade brasileira. 



A obra é narrada em primeira pessoa pelo personagem de Bento Santiago.
A alcunha de Dom Casmurro lhe foi atribuída por um jovem poeta que viajava com ele no mesmo trem.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de “atar as duas pontas da vida”. O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

A temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu.



A imagem da mulher honrada, respeitosa e que zela pelo cuidado e dignidade de seu esposo é fortemente colocada em dúvida frente às constantes paranóias e surtos de ciúmes de Bento Santiago, o Bentinho.

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo de preocupação. Bentinho escuta uma conversa entre José Dias e dona Glória: ela pretende mandá-lo ao seminário no cumprimento de uma promessa feita pouco antes de seu nascimento. 

A mãe, que já havia perdido um filho, prometera que, se o segundo filho nascesse “varão”, ela faria dele padre. 

Na conversa, dona Glória soubera da amizade estreita entre Bentinho e a filha de Pádua, Capitolina, a Capitu.

Capitu arquiteta um plano para Bentinho escapar do seminário, mas todos os seus planos fracassam. O garoto segue para o seminário, mas, antes de partir, dá um beijo em Capitu e promete se casar com ela.

No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece.

Enquanto Bentinho estuda para se tornar padre, Capitu estreita relações com dona Glória, que passa a ver com bons olhos a relação do filho com a garota. 

Dona Glória começa a considerar que uma vida no seio familiar seria uma boa opção para o filho. 

Pensou em achar uma solução para libertar o filho do celibato e, quem sabe, se casar com Capitu. 

Escobar é quem encontra a solução: a mãe, em desespero, prometera a Deus um sacerdote que não precisava, necessariamente, ser Bentinho. Por isso, no lugar dele, um escravo é enviado ao seminário e ordena-se padre.

Está achando emocionante? 
Eu também achei e confesso que li essa obra em tempo recorde porque fiquei amarrada e curiosa sobre toda a narrativa.



E posso te assegurar que você terá boas horas de uma leitura que entretém e ilustra a realidade de vida de pessoas que viviam naquela época e que vivem nos dias atuais. 

Caso você queira ter um gostinho pré-leitura, acompanhe o vídeo ilustrado:


Apreciem esse nosso grande escritor brasileiro!

Ótima leitura a todos.

Cris



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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Um mês de homenagens a Machado de Assis

Há 111 anos, Machado de Assis nos deixava.

29 de Setembro de 1908 foi o dia em que esse importante escritor, jornalista, teatrólogo, crítico de teatro e de literatura, fundador da Academia Brasileira de Letras e incansável produtor de obras literárias partiu da vida terrena para entrar para a história da literatura brasileira.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Cadeira de número 6 na Academia Joanopolense de Letras

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Muitas leituras e vontade de fugir para as colinas ler - Leila Jacob

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Os leitores tem manias irreparáveis como cheirar livros, virar a noite lendo, não dobrar a capa do livro, colecionar marcadores, não emprestar livros favoritos entre outras coisas.
Surgiu em meio a essa avalanche de blogs e canais o famoso diário de leitura, coisa que eu nunca fiz mas venho hoje por meio desse post comentar sobre meu momento de leitura que tem andado muito bem, graça a Deus.

Estou vivendo um momento de como diz a Isa Vichi, Piriguetagem Literária, lendo diversos livros ao mesmo tempo e estou achando bem produtivo, apesar de louco.

Sou aquela leitora que não aguenta ver uma biblioteca que já puxa o rg e comprovante de endereço pra fazer a carteirinha, e as bibliotecas tem me ajudado muito a consumir menos, ou seja, estante não recebe um livro novo há alguns anos, mas não é por isso que a piriguetagem literária não acontece, vejam só:

Lendo atualmente:

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Meu Romeu - Leisa Rayven
Bem clichê do tipo moço sensacional e mocinha que ta superando o passado e aprendendo a ser superior, ta demorando pra pegar o embalo e já já acaba sem embalo.

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Medo Clássico - Edgar Allan Poe

Nada horripilante, mas bem legal pra matar a curiosidade de quem nunca leu Poe.

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Para Sir Phillp, com amor - Julia Quinn

Julia deveria ser Queen, amo os clichês dessa mulher, a culpa todinha é da Fabiana que me viciou nessas historias água com açúcar.

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Os catadores de Conchas - Rosamunde Pilcher

Ainda não peguei o embalo, mas a vida sempre me leva pra ler esse livro, então acho que tem alguma coisa nisso ai...

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Apaixonada por palavras - Paula Pimenta

Tá meia chateada, cansada ou sem vontade de ler...pega esse livrinho e lê só um conto, tenho certeza que um risinho vai sair.
(Mulheres vão se identificar mais.)

Para conciliar a rotina com a leitura já é difícil, mas estou levando bem na esportiva com todo meu amor de leitora. Se sinto vontade de ler romance de época lá está ele me esperando, se quero contos lá está ele me esperando etc.
O bom disso é que não fico presa a um livro, e dependendo do clima ou humor, tem livro pra saciar o momento.
Analisando minhas leituras, que por mais que sejam livros de premissa diferentes vejo que o romance está em primeiro lugar como sempre, vou começar a escrever sobre minha leituras gerais pra ver se sou realmente uma maluca por romances.
Dá vontade de largar tudo e fugir para as colinas, só pra lê?
Claro que sim, levando toda a coleção que faz parte da piriguetagem literária.

E vocês o que estão lendo ultimamente? Me conte nos comentários.


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terça-feira, 10 de setembro de 2019

O Brasil e a Literatura Espírita - Lu Rabello


Olá, leitores
Vim hoje falar sobre um gênero literário não muito comentado nos círculos de leitura mas que, em contrapartida, tem um grande público aqui no Brasil.

É a literatura espírita.

Por ser extensa, e ter tido seu início na França com Allan Kardec*, me atentarei às obras nacionais.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019